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Evangelhos · Novo Testamento

Lucas 15

Capítulo 15 de 24 · 32 versículos · Bíblia Livre (domínio público)


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  1. 1

    E chegavam-se a ele todos os cobradores de impostos e pecadores para o ouvirem.

  2. 2

    E os fariseus e escribas murmuravam, dizendo: Este recebe aos pecadores, e come com eles.

  3. 3

    E ele lhes propôs esta parábola, dizendo:

  4. 4

    Quem de vós, tendo cem ovelhas, e perdendo uma delas, não deixa no deserto as noventa e nove, e vai em busca da perdida, até que a encontre?

  5. 5

    E encontrando-a, não a ponha sobre seus ombros, com alegria?

  6. 6

    E vindo para casa, não convoque aos amigos, e vizinhos, dizendo-lhes: Alegrai-vos comigo, porque já achei minha ovelha perdida?

  7. 7

    Digo-vos, que assim haverá mais alegria no céu por um pecador que se arrepende, do que por noventa e nove justos que não precisam de arrependimento.

  8. 8

    Ou que mulher, tendo dez moedas de prata, se perder a uma moeda, não acende a lâmpada, e varre a casa, e busca cuidadosamente até a achar?

  9. 9

    E achando -a,não chame as amigas e as vizinhas, dizendo: Alegrai-vos comigo, porque já achei a moeda perdida!

  10. 10

    Assim vos digo, que há alegria diante dos anjos de Deus por um pecador que se arrepende.

  11. 11

    E disse: Um certo homem tinha dois filhos.

  12. 12

    E disse o mais jovem deles ao pai: Pai, dá-me a parte dos bens que me pertencem. E ele lhe repartiu os bens.

  13. 13

    E depois de não muitos dias, o filho mais jovem, juntando tudo, partiu-se para uma terra distante, e ali desperdiçou seus bens, vivendo de forma irresponsável.

  14. 14

    E ele, tendo já gastado tudo, houve uma grande fome naquela terra, e ele começou a sofrer necessidade.

  15. 15

    E foi, se chegou a um dos cidadãos daquela terra; e este o mandou a seus campos para alimentar porcos.

  16. 16

    E ele ficava com vontade de encher seu estômago com os grãos que os porcos comiam, mas ninguém as dava para ele.

  17. 17

    E ele, pensando consigo mesmo, disse: Quantos empregados de meu pai tem pão em abundância, e eu aqui morro de fome!

  18. 18

    Eu levantarei, e irei a meu pai, e lhe direi: Pai, pequei contra o céu, e diante de ti.

  19. 19

    E já não sou digno de ser chamado teu filho; faze-me como a um de teus empregados.

  20. 20

    E levantando-se, foi a seu pai. E quando ainda estava longe, o seu pai o viu, e teve compaixão dele; e correndo, caiu ao seu pescoço, e o beijou.

  21. 21

    E o filho lhe disse: Pai, pequei contra o céu, e diante de ti; e já não sou digno de ser chamado teu filho.

  22. 22

    Mas o pai disse a seus servos: Trazei a melhor roupa, e o vesti; e ponde um anel em sua mão, e sandálias nos seus pés.

  23. 23

    E trazei o bezerro engordado, e o matai; e comamos, e nos alegremos.

  24. 24

    Porque este meu filho estava morto, e reviveu; tinha se perdido, e foi achado. E começaram a se alegrar.

  25. 25

    E seu filho mais velho estava no campo; e quando veio, chegou perto da casa, ouviu a música, e as danças.

  26. 26

    E chamando para si um dos servos, perguntou-lhe: O que era aquilo?

  27. 27

    E ele lhe disse: Teu irmão chegou; e teu pai matou o bezerro engordado, porque ele voltou são.

  28. 28

    Porém ele se irritou, e não queria entrar. Então o seu pai, saindo, rogava-lhe que entrasse.

  29. 29

    Mas o filho respondendo, disse ao pai: Eis que eu te sirvo há tantos anos, e nunca desobedeci tua ordem, e nunca me deste um cabrito, para que eu me alegrasse com meus amigos.

  30. 30

    Porém, vindo este teu filho, que gastou teus bens com prostitutas, tu lhe mataste o bezerro engordado.

  31. 31

    E ele lhe disse: Filho, tu sempre estás comigo, e todas as minhas coisas são tuas.

  32. 32

    Mas era necessário se alegrar e animar; porque este teu irmão estava morto, e reviveu; e tinha se perdido, e foi encontrado.