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Livros poéticos e de sabedoria · Antigo Testamento

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Capítulo 30 de 42 · 31 versículos · Bíblia Livre (domínio público)


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  1. 1

    Porém agora riem de mim os mais jovens do que eu, cujos pais eu havia desdenhado até de os pôr com os cães de meu rebanho.

  2. 2

    De que também me serviria força de suas mãos, nos quais o vigor já pereceu?

  3. 3

    Por causa da pobreza e da fome andavam sós; roem na terra seca, no lugar desolado e deserto em trevas.

  4. 4

    Que colhiam malvas entre os arbustos, e seu alimento eram as raízes dos zimbros.

  5. 5

    Do meio das pessoas eram expulsos, e gritavam contra eles, como a um ladrão.

  6. 6

    Habitavam nos barrancos dos ribeiros secos, nos buracos da terra, e nas rochas.

  7. 7

    Bramavam entre os arbustos, e se ajuntavam debaixo das urtigas.

  8. 8

    Eram filhos de tolos, filhos sem nome, e expulsos do país.

  9. 9

    Porém agora sirvo-lhes de chacota, e sou para eles um provérbio de escárnio.

  10. 10

    Eles me abominam e se afastam de mim; porém não hesitam em cuspir no meu rosto.

  11. 11

    Pois Deus desatou minha corda, e me oprimiu; por isso tiraram de si todo constrangimento perante meu rosto.

  12. 12

    À direita os jovens se levantam; empurram meus pés, e preparam contra mim seus caminhos de destruição.

  13. 13

    Destroem meu caminho, e promovem minha miséria, sem necessitarem que alguém os ajude.

  14. 14

    Eles vêm contra mim como que por uma brecha larga, e revolvem-se entre a desolação.

  15. 15

    Pavores se voltam contra mim; perseguem minha honra como o vento, e como nuvem passou minha prosperidade.

  16. 16

    Por isso agora minha alma se derrama em mim; dias de aflição têm me tomado.

  17. 17

    De noite meus ossos se furam em mim, e meus pulsos não descansam.

  18. 18

    Por grande força de Deus minha roupa está estragada; ele me prendeu como a gola de minha roupa.

  19. 19

    Lançou-me na lama, e fiquei semelhante ao pó e à cinza.

  20. 20

    Clamo a ti, porém tu não me respondes; eu fico de pé, porém tu ficas apenas olhando para mim.

  21. 21

    Tu te tornaste cruel para comigo; com a força de tua mão tu me atacas.

  22. 22

    Levantas-me sobre o vento, e me fazes cavalgar sobre ele; e dissolves o meu ser.

  23. 23

    Porque eu sei que me levarás à morte; e à casa determinada a todos os viventes.

  24. 24

    Porém não se estende a mão para quem está em ruínas, quando clamam em sua opressão?

  25. 25

    Por acaso eu não chorei pelo que estava em dificuldade, e minha alma não se angustiou pelo necessitado?

  26. 26

    Quando eu esperava o bem, então veio o mal; quando eu esperava a luz, veio a escuridão.

  27. 27

    Minhas entranhas fervem, e não se aquietam; dias de aflição me confrontam.

  28. 28

    Ando escurecido, mas não pelo sol; levanto-me na congregação, e clamo por socorro.

  29. 29

    Tornei-me irmão dos chacais, e companheiro dos avestruzes.

  30. 30

    Minha pele se escureceu sobre mim, e meus ossos se inflamam de febre.

  31. 31

    Por isso minha harpa passou a ser para lamentação, e minha flauta para vozes dos que choram.