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Livros poéticos e de sabedoria · Antigo Testamento

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Capítulo 29 de 42 · 25 versículos · Bíblia Livre (domínio público)


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  1. 1

    E Jó continuou a falar seu discurso, dizendo:

  2. 2

    Ah quem me dera que fosse como nos meses passados! Como nos dias em que Deus me guardava!

  3. 3

    Quando ele fazia brilhar sua lâmpada sobre minha cabeça, e eu com sua luz caminhava pelas trevas,

  4. 4

    Como era nos dias de minha juventude, quando a amizade de Deus estava sobre minha tenda;

  5. 5

    Quando o Todo-Poderoso ainda estava comigo, meus filhos ao redor de mim;

  6. 6

    Quando eu lavava meus passos com manteiga, e da rocha me corriam ribeiros de azeite!

  7. 7

    Quando eu saía para a porta da cidade, e na praça preparava minha cadeira,

  8. 8

    Os rapazes me viam, e abriam caminho; e os idosos se levantavam, e ficavam em pé;

  9. 9

    Os príncipes se detinham de falar, e punham a mão sobre a sua boca;

  10. 10

    A voz dos líderes se calava, e suas línguas se apegavam a céu da boca;

  11. 11

    O ouvido que me ouvia me considerava bem-aventurado, e o olho que me via dava bom testemunho de mim.

  12. 12

    Porque eu livrava ao pobre que clamava, e ao órfão que não tinha quem o ajudasse.

  13. 13

    A bênção do que estava a ponto de morrer vinha sobre mim; e eu fazia o coração da viúva ter grande alegria.

  14. 14

    Vestia-me de justiça, e ela me envolvia; e meu juízo era como um manto e um turbante.

  15. 15

    Eu era olhos para o cego, e pés para o manco.

  16. 16

    Aos necessitados eu era pai; e a causa que eu não sabia, investigava com empenho.

  17. 17

    E quebrava os queixos do perverso, e de seus dentes tirava a presa.

  18. 18

    E eu dizia: Em meu ninho expirarei, e multiplicarei meus dias como areia.

  19. 19

    Minha raiz se estendia junto às águas, e o orvalho ficava de noite em meus ramos.

  20. 20

    Minha honra se renovava em mim, e meu arco se revigorava em minha mão.

  21. 21

    Ouviam-me, e esperavam; e se calavam ao meu conselho.

  22. 22

    Depois de minha palavra nada replicavam, e minhas razões gotejavam sobre eles.

  23. 23

    Pois esperavam por mim como pela chuva, e abriam sua boca como para a chuva tardia.

  24. 24

    Se eu me ria com eles, não acreditavam; e não desfaziam a luz de meu rosto.

  25. 25

    Eu escolhia o caminho para eles, e me sentava à cabeceira; e habitava como rei entre as tropas, como o consolador dos que choram.