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Livros poéticos e de sabedoria · Antigo Testamento

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Capítulo 31 de 42 · 40 versículos · Bíblia Livre (domínio público)


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  1. 1

    Eu fiz um pacto com meus olhos; como, pois, eu olharia com cobiça para a virgem?

  2. 2

    Pois qual é a porção dada por Deus acima, e a herança dada pelo Todo-Poderoso das alturas?

  3. 3

    Por acaso a calamidade não é para o perverso, e o desastre para os que praticam injustiça?

  4. 4

    Por acaso ele não vê meus caminhos, e conta todos os meus passos?

  5. 5

    Se eu andei com falsidade, e se meu pé se apressou para o engano,

  6. 6

    Pese-me ele em balanças justas, e Deus saberá minha integridade.

  7. 7

    Se meus passos se desviaram do caminho, e meu coração seguiu meus olhos, e se algo se apegou às minhas mãos,

  8. 8

    Que eu semeie, e outro coma; e meus produtos sejam arrancados.

  9. 9

    Se foi meu coração se deixou seduzir por alguma mulher, ou se estive espreitei à porta de meu próximo,

  10. 10

    Que minha mulher moa para outro, e outros se encurvem sobre ela.

  11. 11

    Pois tal seria um crime vergonhoso, e delito a ser sentenciado por juízes.

  12. 12

    Pois seria um fogo que consumiria até à perdição, e destruiria toda a minha renda.

  13. 13

    Se desprezei o direito de meu servo ou de minha serva quando eles reclamaram comigo,

  14. 14

    Que faria eu quando Deus se levantasse? E quando ele investigasse a causa,o que eu lhe responderia?

  15. 15

    Aquele que me fez no ventre materno também não fez a ele? E não nos preparou de um mesmo modo na madre?

  16. 16

    Se eu neguei aos pobres o que eles desejavam, ou fiz desfalecer os olhos da viúva;

  17. 17

    E se comi meu alimento sozinho, e o órfão não comeu dele

  18. 18

    (Porque desde a minha juventude cresceu comigo como se eu fosse seu pai,e desde o ventre de minha mãe guiei a viúva );

  19. 19

    Se eu vi alguém morrer por falta de roupa, e o necessitado sem algo que o cobrisse,

  20. 20

    Se sua cintura não me bendisse, quando ele se esquentava com as peles de meus cordeiros;

  21. 21

    Se levantei minha mão contra o órfão, quando vi que seria favorecido na corte judicial,

  22. 22

    Que minha escápula caia do meu ombro, e meu braço se quebre de sua articulação.

  23. 23

    Porque o castigo de Deus era um assombro para mim, e eu não teria poder contra sua majestade.

  24. 24

    Se eu pus no ouro minha esperança, ou disse ao ouro fino: Tu és minha confiança;

  25. 25

    Se eu me alegrei de que minha riqueza era muita, e de que minha mão havia obtido muito;

  26. 26

    Se olhei para o sol quando brilhava, e à lua quando estava bela,

  27. 27

    E meu coração se deixou enganar em segredo, e minha boca beijou minha mão,

  28. 28

    Isto também seria um delito a ser sentenciado por juiz; porque teria negado ao Deus de cima.

  29. 29

    Se eu me alegrei da desgraça daquele que me odiava, e me agradei quando o mal o encontrou,

  30. 30

    Sendo que nem deixei minha boca pecar, desejando sua morte com maldição,

  31. 31

    Se a gente da minha casa nunca tivesse dito: Quem não se satisfez da carne dada por ele?

  32. 32

    O estrangeiro não passava a noite na rua; eu abria minhas portas ao viajante.

  33. 33

    Se encobri minhas transgressões como as pessoas fazem, escondendo meu delito em meu seio;

  34. 34

    Porque eu tinha medo da grande multidão, e o desprezo das famílias me atemorizou; então me calei, e não saí da porta:

  35. 35

    Quem me dera se alguém me ouvisse! Eis que minha vontade é que o Todo-Poderoso me responda, e meu adversário escrevesse um relato da acusação.

  36. 36

    Certamente eu o carregaria sobre meu ombro, e o poria em mim como uma coroa.

  37. 37

    Eu lhe diria o número de meus passos, e como um príncipe eu me chegaria a ele.

  38. 38

    Se minha terra clamar contra mim, e seus sulcos juntamente chorarem;

  39. 39

    Se comi seus frutos sem pagar dinheiro, ou fiz expirar a alma de seus donos;

  40. 40

    Em lugar de trigo que me produza cardos, e ervas daninhas no lugar da cevada. Aqui terminam as palavras de Jó.