Ir para o conteúdo

Livros poéticos e de sabedoria · Antigo Testamento

7

Capítulo 7 de 42 · 21 versículos · Bíblia Livre (domínio público)


Mandar no WhatsApp
  1. 1

    Por acaso o ser humano não tem um trabalho duro sobre a terra, e não são seus dias como os dias de um assalariado?

  2. 2

    Como o servo suspira pela sombra, e como o assalariado espera por seu pagamento,

  3. 3

    Assim também me deram por herança meses inúteis, e me prepararam noites de sofrimento.

  4. 4

    Quando eu me deito, pergunto: Quando me levantarei? Mas a noite se prolonga, e me canso de me virar na cama até o amanhecer.

  5. 5

    Minha carne está coberta de vermes e de crostas de pó; meu pele está rachada e horrível.

  6. 6

    Meus dias são mais rápidos que a lançadeira do tecelão, e perecem sem esperança.

  7. 7

    Lembra-te que minha vida é um sopro; meus olhos não voltarão a ver o bem.

  8. 8

    Os olhos dos que me veem não me verão mais; teus olhos estarão sobre mim, porém deixarei de existir.

  9. 9

    A nuvem se esvaece, e passa; assim também quem desce ao mundo dos mortos nunca voltará a subir.

  10. 10

    Nunca mais voltará à sua casa, nem seu lugar o conhecerá.

  11. 11

    Por isso eu não calarei minha boca; falarei na angústia do meu espírito, e me queixarei na amargura de minha alma.

  12. 12

    Por acaso sou eu o mar, ou um monstro marinho, para que me ponhas guarda?

  13. 13

    Quando eu digo: Minha cama me consolará; meu leito aliviará minhas queixa,

  14. 14

    Então tu me espantas com sonhos, e me assombras com visões.

  15. 15

    Por isso minha alma preferia a asfixia e a morte, mais que meus ossos.

  16. 16

    Odeio a minha vida; não viverei para sempre; deixa-me, pois que meus dias são inúteis.

  17. 17

    O que é o ser humano, para que tanto o estimes, e ponhas sobre ele teu coração,

  18. 18

    E o visites a cada manhã, e a cada momento o proves?

  19. 19

    Até quando não me deixarás, nem me liberarás até que eu engula minha saliva?

  20. 20

    Se pequei, o eu que te fiz, ó Guarda dos homens? Por que me fizeste de alvo de dardos, para que eu seja pesado para mim mesmo?

  21. 21

    E por que não perdoas minha transgressão, e tiras minha maldade? Porque agora dormirei no pó, e me buscarás de manhã, mas não existirei mais.