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Livros poéticos e de sabedoria · Antigo Testamento

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Capítulo 6 de 42 · 30 versículos · Bíblia Livre (domínio público)


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  1. 1

    Mas Jó respondeu, dizendo:

  2. 2

    Oh se pesassem justamente minha aflição, e meu tormento juntamente fosse posto em uma balança!

  3. 3

    Pois na verdade seria mais pesada que a areia dos mares; por isso minhas palavras têm sido impulsivas.

  4. 4

    Porque as flechas do Todo-Poderoso estão em mim, cujo veneno meu espírito bebe; e temores de Deus me atacam.

  5. 5

    Por acaso o asno selvagem zurra junto à erva, ou o boi berra junto a seu pasto?

  6. 6

    Por acaso se come o insípido sem sal? Ou há gosto na clara do ovo?

  7. 7

    Minha alma se recusa tocar essas coisas,que são para mim como comida detestável.

  8. 8

    Ah se meu pedido fosse realizado, e se Deus me desse o que espero!

  9. 9

    Que Deus me destruísse; ele soltasse sua mão, e acabasse comigo!

  10. 10

    Isto ainda seria meu consolo, um alívio em meio ao tormento que não me poupa; pois eu não tenho escondido as palavras do Santo.

  11. 11

    Qual é minha força para que eu espere? E qual meu fim, para que eu prolongue minha vida?

  12. 12

    É, por acaso, a minha força a força de pedras? Minha carne é de bronze?

  13. 13

    Tenho eu como ajudar a mim mesmo, se todo auxílio me foi tirado?

  14. 14

    Ao aflito, seus amigos deviam ser misericordiosos, mesmo se ele tivesse abandonado o temor ao Todo-Poderoso.

  15. 15

    Meus irmãos foram traiçoeiros comigo, como ribeiro, como correntes de águas que transbordam,

  16. 16

    Que estão escurecidas pelo gelo, e nelas se esconde a neve;

  17. 17

    Que no tempo do calor se secam e, ao se aquecerem, desaparecem de seu lugar;

  18. 18

    Os cursos de seus caminhos se desviam; vão se minguando, e perecem.

  19. 19

    As caravanas de Temã as veem; os viajantes de Sabá esperam por elas.

  20. 20

    Foram envergonhados por aquilo em que confiavam; e ao chegarem ali, ficaram desapontados.

  21. 21

    Agora, vós vos tornastes semelhantes a elas; pois vistes o terror, e temestes.

  22. 22

    Por acaso eu disse: Trazei-me algo? Ou: Dai presente a mim de vossa riqueza?

  23. 23

    Ou: Livrai-me da mão do opressor? Ou: Resgatai-me das mãos dos violentos?

  24. 24

    Ensinai-me, e eu me calarei; e fazei-me entender em que errei.

  25. 25

    Como são fortes as palavras de boa razão! Mas o que vossa repreensão reprova?

  26. 26

    Pretendeis repreender palavras, sendo que os argumentos do desesperado são como o vento?

  27. 27

    De fato vós lançaríeis sortes sobre o órfão, e venderíeis vosso amigo.

  28. 28

    Agora, pois, disponde-vos a olhar para mim; e vede se eu minto diante de vós.

  29. 29

    Mudai de opinião, pois, e não haja perversidade; mudai de opinião, pois minha justiça continua.

  30. 30

    Há perversidade em minha língua? Não poderia meu paladar discernir as coisas más?