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Livros poéticos e de sabedoria · Antigo Testamento

21

Capítulo 21 de 42 · 34 versículos · Bíblia Livre (domínio público)


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  1. 1

    Porém Jó respondeu, dizendo:

  2. 2

    Ouvi atentamente minhas palavras, e seja isto vossas consolações.

  3. 3

    Suportai-me, e eu falarei; e depois de eu ter falado, então zombai.

  4. 4

    Por acaso eu me queixo de algum ser humano? Porém ainda que assim fosse,por que meu espírito não se angustiaria?

  5. 5

    Olhai-me, e espantai-vos; e ponde a mão sobre a boca.

  6. 6

    Pois quando eu me lembro disto,me assombro, e minha carne é tomada de tremor.

  7. 7

    Por que razão os perversos vivem, envelhecem, e ainda crescem em poder?

  8. 8

    Seus filhos progridem com eles diante de seus rostos; e seus descendentes diante de seus olhos.

  9. 9

    Suas casas têm paz, sem temor, e a vara de Deus não está contra eles.

  10. 10

    Seus touros procriam, e não falham; suas vacas geram filhotes, e não abortam.

  11. 11

    Suas crianças saem como um rebanho, e seus filhos saem dançando.

  12. 12

    Levantam a voz ao som de tamboril e de harpa e se alegram ao som de flauta.

  13. 13

    Em prosperidade gastam seus dias, e em um momento descem ao mundo dos mortos.

  14. 14

    Assim dizem a Deus: Afasta-te de nós, porque não queremos conhecer teus caminhos.

  15. 15

    Quem é o Todo-Poderoso, para que o sirvamos? E de que nos aproveitará que oremos a ele?

  16. 16

    Eis que sua prosperidade não se deve às mãos deles. Longe de mim esteja o conselho dos perversos!

  17. 17

    Quantas vezes sucede que a lâmpada dos perversos se apaga, e sua perdição vem sobre eles, e Deus em sua ira lhes reparte dores?

  18. 18

    Eles serão como palha diante do vento, como o restos de palha que o turbilhão arrebata.

  19. 19

    Vós dizeis: Deus guarda sua violência para seus filhos. Que Deus pague ao próprio perverso,para que o conheça.

  20. 20

    Seus olhos vejam sua ruína, e beba da ira do Todo-Poderoso.

  21. 21

    Pois que interesse teria ele em sua casa depois de si, quando o número for cortado o número de seus meses?

  22. 22

    Poderia alguém ensinar conhecimento a Deus, que julga até os que estão no alto?

  23. 23

    Alguém morre na sua força plena, estando todo tranquilo e próspero,

  24. 24

    Seus baldes estando cheios de leite, e o tutano de seus ossos umedecido.

  25. 25

    Porém outro morre com amargura de alma, nunca tendo experimentado a prosperidade.

  26. 26

    Juntamente jazem no pó, e os vermes os cobrem.

  27. 27

    Eis que eu sei vossos pensamentos, e os mais intentos que planejais contra mim.

  28. 28

    Porque dizeis: Onde está a casa do príncipe?, e: Onde está tenda das moradas dos perversos?

  29. 29

    Por acaso não perguntastes aos que passam pelo caminho, e não conheceis seus sinais?

  30. 30

    Que os maus são preservados no dia da destruição, e são livrados no dia das fúrias?

  31. 31

    Quem lhe denunciará seu caminho em sua face? E quem lhe pagará pelo que ele fez?

  32. 32

    Finalmente ele é levado à sepultura, e no túmulo fazem vigilância.

  33. 33

    Os torrões do vale lhe são doces; e todos o seguem; e adiante dele estão inúmeros.

  34. 34

    Como, pois, me consolais em vão, já que vossas em vossas respostas só resta falsidade?