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Livros poéticos e de sabedoria · Antigo Testamento

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Capítulo 11 de 42 · 20 versículos · Bíblia Livre (domínio público)


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  1. 1

    Então Zofar, o naamita, respondeu, dizendo:

  2. 2

    Por acaso a multidão de palavras não seria respondida? E o homem falador teria razão?

  3. 3

    Por acaso tuas palavras tolas faria as pessoas se calarem? E zombarias tu, e ninguém te envergonharia?

  4. 4

    Pois disseste: Minha doutrina é pura, e eu sou limpo diante de teus olhos.

  5. 5

    Mas na verdade, queria eu que Deus falasse, e abrisse seus lábios contra ti,

  6. 6

    E te fizesse saber os segredos da sabedoria, porque o verdadeiro conhecimento tem dois lados; por isso sabe tu que Deus tem te castigado menos que mereces por tua perversidade.

  7. 7

    Podes tu compreender os mistérios de Deus? Chegarás tu à perfeição do Todo-Poderoso?

  8. 8

    Sua sabedoria é mais alta que os céus; que poderás tu fazer? E mais profunda que o mundo dos mortos; o que podes tu saber?

  9. 9

    Sua medida é mais comprida que a terra, e mais larga que o mar.

  10. 10

    Se ele passar, e prender, ou se ajuntar para o julgamento,quem poderá o impedir?

  11. 11

    Pois ele conhece as pessoas vãs, e vê a maldade; por acaso ele não a consideraria?

  12. 12

    O homem tolo se tornará entendido quando do asno selvagem nascer um humano.

  13. 13

    Se tu preparares o teu coração, e estenderes a ele tuas mãos;

  14. 14

    Se alguma maldade houver em tua mão, lança-a de ti, e não deixes a injustiça habitar em tuas tendas;

  15. 15

    Então levantarás teu rosto sem mácula; estarás firme, e não temerás;

  16. 16

    E esquecerás teu sofrimento, ou lembrarás dele como de águas que já passaram;

  17. 17

    E tua vida será mais clara que o meio-dia; ainda que haja trevas, tu serás como o amanhecer.

  18. 18

    E serás confiante, porque haverá esperança; olharás em redor, e repousarás seguro.

  19. 19

    E te deitarás, e ninguém te causará medo; e muitos suplicarão a ti.

  20. 20

    Porém os olhos dos maus se enfraquecerão, e o refúgio deles perecerá; a esperança deles será a morte.