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História da Igreja · Novo Testamento

Atos 23

Capítulo 23 de 28 · 35 versículos · Bíblia Livre (domínio público)


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  1. 1

    E Paulo, olhando fixamente a os d o Supremo Conselho, disse: Homens irmãos, com toda boa consciência eu tenho andado diante de Deus até o dia de hoje.

  2. 2

    Mas o sumo sacerdote Ananias mandou aos que estavam perto dele, que o espancassem na boca.

  3. 3

    Então Paulo lhe disse: Deus vai te espancar, parede caiada! Estás tu aqui sentado para me julgar conforme a Lei, e contra a Lei mandas me espancarem?

  4. 4

    E os que estavam ali disseram: Tu insultas ao sumo sacerdote de Deus?

  5. 5

    E Paulo disse: Eu não sabia, irmãos, que ele era o sumo sacerdote; porque está escrito: Não falarás mal do chefe do teu povo.

  6. 6

    E Paulo, sabendo que uma parte era de saduceus, e outra de fariseus, ele clamou no Supremo Conselho: Homens irmãos, eu sou fariseu, filho de fariseu; pela esperança e ressurreição dos mortos eu estou sendo julgado.

  7. 7

    E ele, tendo dito isto, houve uma confusão entre os fariseus e saduceus; e a multidão se dividiu;

  8. 8

    Porque os saduceus dizem que não há ressurreição, nem anjo ou espírito; mas os fariseus declaram ambas.

  9. 9

    E houve uma grande gritaria; e levantando-se os escribas da parte dos fariseus, disputavam, dizendo: Nenhum mal achamos neste homem; e se algum espírito ou anjo falou com ele?

  10. 10

    E havendo grande confusão, o comandante, temendo que Paulo não fosse despedaçado por eles, mandou descer a tropa, e tirá-lo do meio deles, e levá-lo à área fortificada.

  11. 11

    E n a noite seguinte o Senhor, aparecendo-lhe, disse: Tem bom ânimo, Paulo! Porque assim como deste testemunho de mim em Jerusalém, assim é necessário que tu dês testemunho também em Roma.

  12. 12

    E tendo vindo o dia, alguns dos judeus fizeram uma conspiração, e prestaram juramento sob pena de maldição, dizendo que não comeriam nem beberiam enquanto não matassem a Paulo.

  13. 13

    E eram mais de quarenta os que fizeram este juramento.

  14. 14

    Os quais foram até os chefes dos sacerdotes e os anciãos, e disseram: Fizemos juramento sob pena de maldição, de que nada experimentaremos enquanto não matarmos a Paulo.

  15. 15

    Agora vós, então, juntamente com o Supremo Conselho, fazei saber ao comandante que amanhã ele o traga a vós, como se fosse para que investigueis mais detalhadamente; e antes que ele chegue, nós estamos prontos para o matar.

  16. 16

    E o filho da irmã de Paulo, tendo ouvido esta cilada, veio e entrou na área fortificada, e avisou a Paulo.

  17. 17

    E Paulo, tendo chamado a si um dos centuriões, disse: Leva este rapaz ao comandante, porque ele tem algo para lhe avisar.

  18. 18

    Então ele o tomou, levou ao comandante, e disse: O prisioneiro Paulo, tendo me chamado, rogou -me que eu te trouxesse este rapaz, que tem algo a te dizer.

  19. 19

    E o comandante, tomando-o pela mão, e indo para um lugar reservado, perguntou -lhe: O que tens para me avisar?

  20. 20

    E ele disse: Os judeus combinaram de te pedirem que amanhã tu leves a Paulo ao Supremo Conselho, como se fosse para que lhe perguntem mais detalhadamente;

  21. 21

    Porém tu, não acredites neles; porque mais de quarenta homens deles estão lhe preparando cilada, os quais sob pena de maldição fizeram juramento para não comerem nem beberem enquanto não o tiverem matado; e eles já estão preparados, esperando de ti a promessa.

  22. 22

    Então o comandante despediu ao rapaz, mandando -lhe: A ninguém digas que tu me revelaste estas coisas.

  23. 23

    E ele, chamando a si certos dois dos centuriões, disse: Aprontai duzentos soldados para irem até Cesareia; e setenta cavaleiros, e duzentos arqueiros, a partir das terceira hora da noite.

  24. 24

    E preparem animais para cavalgarem, para que pondo neles a Paulo, levem -no a salvo ao governador Félix.

  25. 25

    E ele lhe escreveu uma carta, que continha este aspecto:

  26. 26

    Cláudio Lísias, a Félix, excelentíssimo governador, saudações.

  27. 27

    Este homem foi preso pelos judeus, e estando já a ponte de o matarem, eu vim com a tropa e o tomei, ao ser informado que ele era romano.

  28. 28

    E eu, querendo saber a causa por que o acusavam, levei-o ao Supremo Conselho deles.

  29. 29

    O qual eu achei que acusavam de algumas questões da Lei deles; mas que nenhum crime digno de morte ou de prisão havia contra ele.

  30. 30

    E tendo sido avisado de que os judeus estavam para pôr uma cilada contra este homem, logo eu o enviei a ti, mandando também aos acusadores que diante de ti digam o que tiverem contra ele. Que tu estejas bem.

  31. 31

    Tendo então os soldados tomado a Paulo, assim como lhes tinha sido ordenado, trouxeram-no durante a noite a Antipátride.

  32. 32

    E n o dia seguinte, deixando irem com ele os cavaleiros, voltaram à área fortificada.

  33. 33

    Os quais, tendo chegado a Cesareia, e entregado a carta ao governador, apresentaram-lhe também a Paulo.

  34. 34

    E o governador, tendo lido a carta, perguntou de que província ele era; e ao entender que era da Cilícia,

  35. 35

    disse: “Eu te ouvirei quando também chegarem os teus acusadores”. E mandou que o guardassem no palácio de Herodes.